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O diário de Vânia

O diário de Vânia

Três, Valérie Perrin

Vânia, 06.05.24

AMEI ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Foto livro Três.jpgQue livro extraordinário. Que escritora magnífica. ❤️
Valérie Perrin é brilhante a escrever. Este livro está tão bem escrito que arrepia. Tem romance, drama, suspense, mistério. É genial. E para mim tem todos os ingredientes que eu adoro num livro.
Li “A Breve vida das flores” em 2023 e tinha amado, mas estava reticente quanto a ler outro livro da mesma autora, porque estava com medo de que não fosse tão bom. Mas este é tão bom ou melhor ainda. Nem sei. Acho que melhor. Quer dizer, é diferente. Não consigo escolher um.
Impressionante como Valérie Perrin consegue viajar entre o passado e o presente sem se perder, mais exatamente, sem nos perder. Vai desvendando qualquer coisa do passado a cada capítulo que passa, de uma maneira que não nos aborrece, muito pelo contrário, ainda nos desperta mais curiosidade. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo.
“Três” tem 463 páginas e não me senti aborrecida em nenhuma página. Até queria mais.
Vale tanto, mas tanto a pena ler este livro.
Recomendo a 100%.

Agora não posso deixar de vos avisar. Para lerem este livro têm que estar concentrados. Se estiverem distraídos ou com a cabeça noutro lugar, não vão perceber algumas coisas, porque num capítulo temos vários espaços temporais e até vários acontecimentos com pessoas diferentes e por isso temos mesmo que estar bem atentos.

O que vos posso dizer mais sobre este livro?
É sobre três amigos de infância que não se largavam por nada e que no presente (onde o livro começa) não se falam. A história é narrada por Virginie, uma jornalista que faz a cobertura do misterioso caso do carro encontrado no fundo de um lago, no lugar onde os três cresceram. Através de Virginie vamos acompanhando o crescimento dos três amigos, o que os uniu e os vários acontecimentos ao longo das suas vidas, descobrindo assim os motivos que os levaram a deixarem de se falar e como é que eles estão de alguma forma ligados ao terrível acontecimento. No final descobrimos o poder da amizade e como ela os vai salvar. 

Decididamente Valérie Perrin é uma das minhas escritoras preferidas. Quero ler tudo dela.

 

Beijos e boas leituras

Canção doce, Leila Slimani

Vânia, 24.04.24

Gostei mas não me conquistou. 

Foto Livro Canção doce.jpgFoi o primeiro de 2024 e nem sei bem com que sentimento fiquei depois de o ter lido.
Esperava mais desta autora. Tinha lido críticas maravilhosas a elogiar a escrita de Leila Slimani e estava com as expectativas bem altas. Se calhar foi esse o problema.
O livro está bem escrito, a história é comovente e Leila Slimani aborda temas importantes e controversos da sociedade moderna. Saúde mental que tanto se fala nos dias de hoje, é um deles.

Este livro é sobre uma tragédia familiar em que conta a história de uma família, cuja ama é considerada suspeita de ter assassinado os filhos do casal de quem tomava conta.
Myriam, a mãe de Mila e Adam, quer voltar a trabalhar e com o apoio do marido Paul, decidem contratar uma ama. Após várias entrevistas, contratam Louise. A ama vinha bem recomendada e parecia a pessoa indicada.
Passado pouco tempo, Louise é a ama perfeita, um anjo como Myriam chegou a dizer.
Louise tratava de tudo, dos meninos e da casa. O casal conseguiu voltar finalmente a respirar. Myriam e Paul dedicavam-se cada vez mais ao trabalho e profissionalmente estava tudo a melhorar. Myriam chegava tarde e Louise não se importava de ficar com os meninos. Por vezes a culpa pesava a Myriam por não estar tanto tempo com os filhos, mas Louise parecia-lhe a ama perfeita, estava a fazer um ótimo trabalho e já fazia parte da família.
Mas Myriam e Paul não suspeitavam dos dramas e problemas que atormentavam Louise e da sua dependência crescente a esta família.
Vai contando a história de Louise, quem ela era antes de entrar na vida desta família e as rotinas com os meninos, mostrando o que a poderá ter levado a cometer este terrível crime.

Como disse, a história é boa. Mas para mim está contada de uma maneira aborrecida. O livro não é grande, tem 215 páginas e ia a meio e já estava desejando que ele acabasse, não por estar a gostar imenso, mas por o achar chato. No final, não fiquei com a sensação de ter o adorado e não sei bem se o devo recomendar ou não. Pela história vale a pena - deu-me um aperto no coração saber o que aconteceu ás crianças -, mas se forem pessoas aceleradas como eu e gostarem de mais ritmo, não sei. Olhem, se lerem digam-me o que acharam.

Quanto aos outros livros da autora, não sei se estou disposta a dar uma oportunidade, tenho tantos livros em mente para ler que logo vejo se me apetecerá arriscar. Sabem de algum que valerá mesmo a pena ler?

 

Beijos e boas leituras

 

A Porta Trancada, Freida Mcfadden

Vânia, 18.04.24

Gostei, mas esperava mais 

Foto livro A Porta Trancada.jpgFoi o último livro que li em 2023 e sinto que não acabei em grande.
Não é mau, cumpre os requisitos, mas esperava mais suspense e queria ter tido aquela sensação de querer ler tudo de seguida porque estava a ser demasiado bom e suscitava muita curiosidade em saber quem era o assassino, mas isso não aconteceu.
Fui lendo e tendo os meus suspeitos e acertei num dos que desconfiava - sim, porque acho inevitável termos vários suspeitos - e por isso não foi do tipo UAU não estava nada à espera.

Muito resumidamente para não ser spoiler, este livro conta a história de Nora, uma cirurgiã que 26 anos antes viu a sua vida mudar, quando foi descoberto que o seu pai era um serial killer e guardava os restos mortais das suas vítimas na cave onde morava com a sua família. Passado precisamente 26 anos, aparecem mortas duas pacientes de Nora, da mesma maneira como o seu pai matava as suas vítimas e com as mesmas características físicas. Acontece que o pai dela está preso e as suspeitas recaem sobre Nora, visto correr-lhe nas veias o sangue de um cruel assassino e ser cirurgiã.

É um thriller com mistério e suspense à mistura, que dá para entreter, mas se não tivesse lido não me tinha feito falta.
Estive indecisa entre este e A Criada, que é da mesma autora. Embora A Criada tenha recebido melhores críticas do que A porta trancada, fiquei mais curiosa com este, precisamente por causa do título e fui induzida em erro. Sabe-se logo no início porque é que a porta estava trancada. Ainda pensei que fosse outra porta e realmente ainda aparece outra, mas não se passa nada de extraordinário detrás dela. Achei fraco. É este o meu veredito.

Se há um género literário que gosto mesmo de ler é thriller. Adoro romances, mas se tiver um pouco de thriller pelo meio é perfeito. Sem dúvida que o segredo é ter suspense e mistério. O prazer que dá tentar descobrir o que aconteceu é fantástico. E quando somos surpreendidos no final com algo que não estavamos nada à espera, é simplesmente genial e é o que faz a diferença entre gostar ou adorar um livro. 

Isto para dizer que este livro ficou muito aquém das minhas expectativas e ainda para mais quando anda toda a gente a ler os livros de Freida Mcfadden e a dizer que são fantásticos, que é uma excelente escritora de thrillers, que não falha na entrega ao leitor e bla bla bla. Peço desculpa, entusiasmei-me. 

Mas atenção, o livro não é mau, tal como disse, cumpre os requisitos de um thriller, mas na minha opinião não cumpre os requisitos de um bom thriller. De qualquer maneira, o problema pode ser meu, que sou muito exigente. E o bom de lermos é que cada pessoa vive as histórias à sua maneira.

 

Beijos e boas leituras

Olá Linda, Ann Napolitano

Vânia, 17.04.24

Gostei mesmo muito deste livro 

Olá Linda conta a história de William Waters e das 4 irmãs Padavano - Julia, Sylvie, Cecelia e Emeline.

Foto Livro Olá, Linda.jpg

William entrou como que por acaso na família Padavano e experimentou o conceito de família e amor que nunca teve. Como é que uma pessoa que nunca foi amada, consegue amar? 

Um livro que vai ao fundo da alma destas personagens e explica tão bem os sentimentos de cada uma, que parece que são reais. Aborda vários temas, como a perda, a incapacidade de amar após a perda de alguém muito querido, o luto, a depressão, a dor, a pressão da sociedade, as expectativas, a amizade, a família e o amor, sobretudo o amor. O amor de todas as maneiras possíveis.

A autora relatou tão bem psicologicamente os sentimentos das personagens que chorei várias vezes (mais para o fim).
Um livro com 463 páginas e que tive pena que tivesse acabado. Queria mais.
No início parecia-me um livro juvenil, por causa da idade da maioria das personagens e andar muito à volta das coisas de adolescentes, mas elas crescem e torna-se tudo tão real que é maravilhoso de se ler.

Gostei mesmo muito deste livro, de tal maneira, que por vezes dou por mim a pensar naquelas irmãs e naquela família, com curiosidade de saber como estão e o que se passou a seguir. Parece que as conheço e essa sensação é tão boa - e já o li em dezembro e estamos em abril. Sei que demorei imenso tempo a trazê-lo para aqui - não desculpa para isso - mas vou tentar atualizar as minhas leituras. 

O que gostei mais foi sem dúvida a capacidade da autora nos levar a conhecer as personagens de tal maneira que nos parecem reais. As personagens são tão bem descritas, os seus pensamentos e sentimentos tão descortinados que é impossível não criar empatia. Sem dúvida um excelente trabalho de construção de personagens que é de louvar. Achei tudo tão real que por vezes me tirou o fôlego - e chorei. Não acredito que alguém fique indiferente a este livro, a estas histórias, a estas personagens.

Recomendo muito a leitura deste livro. Adorei.

Quero ler mais Ann Napolitano 

 

Beijos e boas leituras

 

Apneia, Tânia Ganho

Vânia, 20.03.24

Gostei bastante deste livro, mas dou-lhe 4 estrelas porque achei-o um bocado repetitivo. Considero que não havia necessidade em repetir situações que aconteceram e que acabaram por me baralhar e achar que a própria autora se tinha confundido com datas, principalmente na idade da criança em alguns episódios.

Foto livro Apneia.jpg

APNEIA conta a história de Adriana, que após sair de casa e pedir o divórcio ao marido, vê a sua vida e a do seu filho, transformada num verdadeiro inferno.
Alterna entre o passado e o presente (a meu ver, demasiado) e anda muito à volta dos tribunais e do massacre psicológico feito ao filho e a si também, pelo seu ex-marido.
Retrata a cruel realidade de se ter casado com um homem sem escrúpulos e a triste realidade da incompreensível falta de empatia e justiça dos nossos tribunais. Aborda também alguns temas polémicos e mostra claramente o que é ser vitima de um pai que não aceita o divórcio.

É de louvar o excelente trabalho de pesquisa por parte da autora, mas como referi no inicio, para mim não havia necessidade do livro ter quase 700 páginas. Repete-se muito e as mesmas situações são mencionadas várias vezes. Bem mais de metade do livro é à volta do mesmo. Isso achei um pouco chato. E quando finalmente acontece uma reviravolta na história, que pelo menos eu não estava à espera, o livro acaba.
A meu ver, deveria ter aprofundado mais esse tema, embora saiba que é um assunto sensível, podia ter dedicado mais páginas a esse assunto e cortado alguns que repetiu anteriormente.
Mas saliento que valeu muito a pena ter lido este livro. Fiquei com uma visão diferente dos tribunais ou mais realista. Sabia algumas coisas, mas outras não fazia ideia.
Fez-me olhar novamente para a violência psicológica, que é um assunto que me toca pessoalmente e não fiquei de todo indiferente. Fez-me regressar ao meu próprio passado e desejei ter tido a paciência daquela mulher/mãe.
Senti realmente apneia, por ela e por me ter colocado no lugar dela, onde também estive em tempos no passado.

Acrescento que o livro está muito bem escrito, embora o tenha achado repetitivo não posso deixar de frisar isso e recomendo bastante esta leitura. Aconselho principalmente a mães que se estejam a divorciar ou mesmo que se tenham divorciado há mais tempo. Gostava de o ter lido quando me divorciei. Fez-me ter olhado para trás e análisado de uma maneira diferente, situações que se passaram, e ter percebido o quão ingénua fui e que se fosse hoje as faria de maneira diferente. 

 

Beijos e boas leituras

 

 

Terra Americana, Jeanine Cummins

Vânia, 07.03.24

Foto Livro Terra Americana.jpg

Tenho andado desaparecida por aqui e já são alguns livros que li e não dei a minha opinião. Não que isso interesse para alguém além de mim, mas é algo que gosto de fazer.

Quanto a este livro o que posso começar por dizer, é que não fiquei fã da escrita desta autora. Para mim, foi um livro que prometeu muito e entregou pouco. Não desgostei propriamente e no final até ficou aquela sensação de gostar de o ter lido. Agora que ando numa onda de classificar os livros, este fica-se pelas 3 estrelas, quase 4 vá, porque a história é boa.

Não tenho memória de ter demorado tanto tempo a ler um livro, como demorei a ler este. Quando o comecei a ler tinha como objetivo ler 1 livro por mês, agora leio mais, e lembro-me de ter demorado 8 meses a lê-lo e pensado nos outros 7 livros que ficaram por ler. Passavam-se dias que não lhe pegava. Faltava-me a coragem. Era tão chato. Mas atenção, este não é um mau livro. Eu é que não sou fã de descrições, gosto que vão diretamente ao assunto. Achei-o um pouco secante e muitas foram as vezes que tive que voltar atrás, porque no meio de tanta descrição ou lembrança que não acrescenta nada à história, esqueci-me do que tinha lido anteriormente.

Terra Americana, conta a história de Lydia e Luca (mãe e filho), únicos sobreviventes de um massacre, fogem depois da sua família ter sido toda morta por narcotraficantes. A partir daí começa uma alucinante luta pela sobrevivência. Ela quer tirar o filho do país, porque sabe que se os apanharem serão também mortos. Ficar no México seria a sua sentença de morte. 

Este livro mostra-nos a realidade dos migrantes na passagem do México para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor ou simplesmente de uma vida, a fuga a alta velocidade em cima da besta, a triste realidade do que acontece a quem tem o azar de ser apanhado, os Cartéis. É sem dúvida, um livro que nos faz calçar os sapatos dos outros e nos dá a conhecer a realidade daquele lado do mundo.

Uma excelente história, mas que eu achei que foi contada de uma maneira um pouco entediante. Só a meio é que comecei a gostar mais e houve alturas em que me conseguiu prender e pensei que era desta que o livro iria ganhar ação e ser mais entusiasmente, mas depois ficava novamente calmo, calmo demais para o que esta história pede.

Está a ser adaptado para o cinema e espero que seja realmente muito bom. As minhas expectativas são altas, porque vamos lá ver, a história é incrivel e enquanto mãe vi-me a fazer aquilo tudo para salvar os meus filhos e ainda por cima, o meu filho mais velho chama-se Lucas, cujo nome é muito parecido ao do personagem. 

Um livro com muitas críticas positivas e no meu entender uma polémica de apropriação cultural que não faz sentido nenhum. Lá por a autora não ser mexicana, não quer dizer que não posso escrever uma história que se passa naquele país. Ainda por cima, nota-se que houve muito trabalho de pesquisa. As pessoas quando não têm nada que fazer, embirram. 

Resumindo, embora o ache um pouco parado para o meu gosto, recomendo a lerem, porque lá está, a história é mesmo muito boa. 

Beijos e boas leituras

 

 


A Breve Vida das Flores, Valérie Perrin

Vânia, 14.11.23

Este livro é simplesmente maravilhoso.

Foto livro A Breve Vida das Flores.jpg

Como já tinha referido no post anterior, sou muito exigente com os livros que leio, talvez por saber que nunca irei ter vida suficiente para ler todos os que quero, que não gosto de perder tempo com leituras que não me deixam feliz ou pelo menos com uma sensação de agrado. Gosto que acrescentem algo. E este livro deixou-me muito feliz e agradecida por o ter lido. Está muito bem escrito e muito bem traduzido. Amei.

Quando comecei a lê-lo pensei que não era para mim. Não sou o tipo de pessoa que gosta de cemitérios e funerais, se é que existe alguém que goste, e ao começar a ler e perceber que a principal personagem é guarda de um cemitério e fala de funerais ou de pessoas que morreram, fez-me pensar – porque é que comprei este livro? Porque é que comprei por recomendações e ainda por cima online, sem ter folheado uma página? É certo que já tinha comprado um no Natal passado para oferecer à minha sobrinha mais velha, mas não estive a ver bem do que se tratava, estava em primeiro lugar no Top de vendas na Bertrand e peguei nele praticamente sem o abrir. Mas agora digo-vos, foi dos melhores livros que já li. Em primeiro lugar, está muito bem escrito. A autora é genial a fazer a ponte entre o passado e o presente. Um capitulo é sobre o presente e o outro a seguir é sobre o passado. E assim vai contando a história de Violette Toussaint (a guarda de cemitério), mas também de muitas outras histórias, de amor, de vida e de morte.

Descobrimos sempre mais qualquer coisa, a cada capitulo que lemos. Um mistério envolto numa tragédia, que vai sendo desvendado a cada capitulo. Muitas vidas que se cruzam e várias versões da mesma história de horror, que nos vai fazendo perceber e descobrir o que culminou para aquela fatídica tragédia, que no inicio, nem sabíamos que tinha acontecido. Fez-me chorar. Talvez por ser mãe, não sei. Dei por mim a chorar enquanto lia. Nem sempre conseguimos entrar dentro dos livros que lemos e sentirmos o que as personagens estão a sentir, vivermos aquelas histórias. Este livro fez-me sentir a mágoa e a angústia daquela mãe. É magnifico ver como as histórias se cruzam de uma maneira tão inteligente e perspicaz, que despertou a minha veia de detetive, dando-me uma imensa curiosidade e sede de ler mais e mais, para descobrir o que realmente aconteceu.

Sempre li mais romances do que outro género literário, mas sempre gostei muito de policiais - mistérios, dramas e tragédias por desvendar, aqueles livros que o final nos surpreende. Este livro tem isto tudo. Talvez por isso tenha gostado tanto dele.

Recomendo mesmo muito este livro. Sinto que qualquer coisa que diga sobre ele é pouco e que vai faltar sempre algo por dizer. Mas como posso descrever um livro tão maravilhoso sem revelar a sua história, o seu desfecho? Não é fácil. Não posso dizer mais. O que posso dizer é que ninguém fica indiferente a este livro e espero ter feito jus ao livro magnifico e extraordinário que ele é.

Beijos e boas leituras

Amor e Gelato, Jenna Evans Welch

Vânia, 27.10.23

Amor e Gelato de Jenna Evans Welch 

Foto livro Amor e Gelato.jpg

Um livro sobre amor, relações, escolhas, desgostos e que nos faz viajar até à Toscânia e Florença. Senti que estava a percorrer as ruas de Florença e dei por mim a pesquisar por ponte vecchio. Está sem dúvida na minha lista de cidades a visitar e agora ainda mais curiosa pelos lugares que li neste livro.

Conta a história de Lina, uma rapariga de 16 anos, de Seatle, cuja mãe faleceu de cancro, e que vai passar o Verão à Toscânia para conhecer o pai que nunca viu e que a mãe nunca disse quem era. Conhece também Ren, um miúdo simpático que lhe mostra Florença e parte com ela na aventura de recriar os passos que a mãe dela deu quando estudou lá e onde acabou por engravidar. Lendo o diário de sua mãe e decidida a saber mais sobre a história de amor de seus pais e descobrir o motivo que a fez partir daquele lugar, Lina parte à descoberta de respostas e vai encontrar mais do que quer, mas principalmente vai descobrir quem era a mãe antes de ela nascer. Um livro sobre desgostos amorosos e escolhas que mudam o rumo de várias vidas, em que o amor está onde menos se espera e que afinal nem tudo é o que parece.

Gostei bastante deste livro. achei-o muito leve e fácil de se ler. A meu ver é um romance juvenil e fez-me lembrar um típico filme da Fox Life, em que após algumas peripécias, tem um final feliz. Recomendo. É ideal para ler após leituras mais pesadas e dá para relaxar e descontrair. Li este livro após ter lido "A Breve Vida das Flores" (que amei e falarei noutro post sobre ele) e parecia que estava a ser perseguida por cemitérios. Na Breve Vida das Flores, a personagem principal era a guarda de um cemitério e em Amor e Gelato, Lina vai viver com o pai que é zelador de um cemitério (Memorial à Segunda Guerra Mundial). Não digam que isto não é um bocado estranho. Quando comecei a ler este livro, pensei - não acredito que vou outra vez para um cemitério. Mas não. Neste, o cemitério passa bastante despercebido e é só um pormenor.  

Adoro ler e vou trazer-vos mais leituras e recomendações (ou não). Não gosto de acabar de ler um livro com a sensação de que não o deveria ter lido. Existem tantos livros que nunca vou conseguir ler todos os que quero e perder tempo com alguns que acho que me tiraram tempo aos bons, não é mesmo algo que aprecie. Este blog serve para partilhar as minhas leituras, as séries e filmes que ando a ver e viagens que faço. E mais qualquer coisa que me apeteça. Espero que seja um cantinho agradável e que vos seja útil. Acima de tudo, espero que gostem do que escrevo. 

Falem-me das vossas leituras e deixem as vossas recomendações nos comentários.

Obrigado.

Beijos e boas leituras

 

 

Sobre mim

Vânia, 17.10.23

Foto Blog.jpg

Nasci em Faro (Algarve) no inicio de Junho de 1981, mas aos 8 anos fui morar para Olhão (que fica a 7km de Faro) e por enquanto ainda aqui estou. Foi a terra que me acolheu e embora fizesse muito dos meus afazeres em Faro já morando em Olhão, já me sinto mais Olhanense que Farense. No inicio não foi fácil a adaptação. Ninguém me ouvia, eu falava baixo, mas para uma terra piscatória em que todos falam alto, eu falava bastante baixo. Falava pouco, mas como era muito simpática, o pessoal até gostava de mim. Nunca fui boa a fazer muitos amigos. Tinha poucos, mas bons. Mas não fui sabendo mantê-los ao longo dos anos e os amigos de infância viraram conhecidos.

Sempre fui uma pessoa reservada, tímida e envergonhada. Era aquela pessoa que sempre tentava passar despercebida e tinha medo dos olhares alheios sempre prontos para julgar. Boa ouvinte, mas pouco faladora. Quer dizer, durante as aulas lembro-me de estar constantemente distraída e a falar. Mas fora delas só me dava com as minhas amigas chegadas. Se elas faltavam, ficava perdida sem saber o que fazer e sentava-me a um canto tentando que ninguém me visse. Um telemóvel tinha-me dado bastante jeito, ahahah. O meu 1º telemóvel foi aos 18 anos, oh sorte.

Até me casar morei no campo, mas em vez de passar os dias na rua, passava os dias a ver televisão e num mundo de faz de conta. Adorava séries, filmes, telenovelas, desenhos animados e a televisão era aquela caixinha mágica em que podíamos ser tudo o que quiséssemos. Naquela altura não se ouvia falar em concorrência e quando aparecia mais um canal era uma mais valia. Tínhamos muito bons programas que apelavam para a bondade e compaixão e que nos faziam rir, só para nos lembrar que a vida tem que ser divertida.

Comecei a largar este mundo só meu, lá para os meus 16 anos, já não me recordo bem. Em que sair para ir à discoteca era bom e descobri que gostava muito de dançar e ouvir música. Sou uma apaixonada por cinema e até há uns aninhos atrás não perdia uma estreia (até ter filhos vá).

Sou licenciada em Dietética pela Universidade do Algarve, mas nunca exerci e trabalhei durante 13 anos numa mediação de seguros, até que em plena pandemia resolvi mudar de vida.

Tenho 3 filhos e 1 enteado, casei-me tive 2 filhos, divorciei-me e voltei a casar e a ter outro filho. Trabalhava das 9:00h ás 18:30h de segunda a sexta, bem bom (embora muitas vezes esse horário esticasse), mas muita coisa pode acontecer aos nossos filhos nesse período e eu sempre deleguei a outros muitas tarefas que me competiam a mim enquanto mãe, por estar a trabalhar. Não sou pessoa de estar constantemente a pedir ao patrão para sair. Cheguei a tirar férias para ir a reuniões da escola, mas depois acabei com isso quando tive uma colega e percebi que tinha direitos. Foi então que em 2020 resolvi despedir-me e mudar de vida. Precisava de estar disponível para os meus.

Ao querer estar mais disponível, tinha que arranjar algo que me desse liberdade e para isso teria que trabalhar por conta própria. Tive a péssima ideia de abrir uma loja de roupa online (eu e mais não sei quantos milhões de pessoas) que acabou por não resultar. Não sei se foi por ser em plena pandemia em que as pessoas não estavam propriamente a nadar dinheiro (muitas nem recebiam ordenado), se foi por a roupa ser um pouco cara (não consegui encontrar o que queria), se foi por não ser conhecida, se foi por não gostar de fazer videos (que era o que fazia o produto ser vendido), se foi não ter dado tudo de mim, se foi o meu lado perfecionista que me passou a perna e não me deixou avançar quando estava só mais ou menos. Não sei. O que acontece é que não deu certo, aceitei e segui em frente.

Como gosto muito de escrever e acho que me exprimo muito melhor através da escrita do que a falar (embora esteja muito mais faladora), decidi trabalhar online - escrevendo. Se te pagam para escrever aceita. Se sou excelente escritora? Não, mas vou melhorando e estudando para escrever cada vez melhor. 

Decidi criar este blog para ir "conversando" sobre os livros que li, sobre os filmes ou séries que vi, sobre as viagens que fiz, sobre a família e sobre tudo o que me apetecer. Trabalhar online pode tornar-se muito solitário, até porque a nossa colega somos nós e sinto que preciso de desabafar e dizer o que me vai na alma.

Já tinha criado um blog na altura em que estava a criar a loja online, mas escrevi pouca coisa e não consegui editar o que queria. Então criei um novo. 

Espero que gostem e estejam comigo nas minhas aventuras e desabafos. 

Beijos